sábado, 7 de janeiro de 2017

Saí do Brasil. E morri.


Estou morando no Canadá há quase um mês. Minha esposa foi aprovada em uma seleção para fazer seu doutorado na cidade de Calgary, a terceira maior do país, e resolvemos vir assim, de mala e cuia. Calgary é um lugar curioso, é chamada pelos íntimos de cowtown, cidade das vacas em uma tradução literal, termo usado para um lugar com fazendas em seus arredores, com um clima mais interiorano, talvez. Só para se ter ideia, o maior rodeio do mundo acontece aqui, então realmente é um lugar de Cowboys e Cowgirls. Mas pretendo contar mais da cidade e da vida aqui depois. Quero focar agora na experiência de se fazer as malas e sair do seu país, seja ele qual for.

Apesar de ser pouco tempo de experiência, já pude comprovar algumas impressões que tinha sobre a mudança para o exterior. O que acontece quando você faz as malas e embarca no avião com destino a um lugar completamente diferente do seu? Você morre. Isso mesmo, você morre. Eu morri quando vim.

Começa pelo fato de normalmente, nesse tipo de situação, você preparar uma festa de despedida com os amigos e parentes, o famoso “bota-fora”. Seria o equivalente ao velório. Um pouco mais alegre, concordo. Acredito que possa ser comparado com um velório no México. Dizem que lá a morte é vista como algo natural e bom, então as despedidas são muito mais festivas do que no Brasil.

Durante esse momento, costuma acontecer um fenômeno semelhante ao de uma despedida por conta da morte. As pessoas fazem declarações sobre você que nunca fariam em situações normais, de rotina. Colegas de trabalho dizem o quanto admiravam a sua dedicação à empresa e o quanto se espelhavam em você, parentes e amigos choram e dizem o quanto vão sentir sua falta pelo quanto que gostam de sua companhia, que você é um exemplo de ser-humano, isso e aquilo, coisas assim. Aí eu penso, por que as pessoas não falam isso em situações normais, de dia a dia mesmo? Esperam você morrer ou partir para bem longe para dizer o que realmente sentem. Mas isso é assunto pra outro texto.

Depois do “bota-fora”, vem a partida de fato, ou seja, o embarque no aeroporto. Normalmente só os mais próximos participam desse momento, às vezes ficando restrito aos familiares. Comparo esse instante ao enterro. É o pior momento, o mais dolorido. Poucos seguram o choro e alguns que se mostravam equilibrados até então, se deixam envolver pela tristeza do adeus. Alguns preferem nem ir até o aeroporto para não ter que assistir a partida. Além disso, realmente é um pouco como morrer, pois você não sabe quando reencontrará essas pessoas que até então faziam parte de sua rotina. A diferença é que hoje temos o Skype, ou seja, podemos manter um contato do além.

Claro que estou fazendo aqui um paralelo e uma comparação absurdos, apenas para simbolizar um pouco o que representa uma despedida como essa. Tenho consciência de que nada pode se comparar a morte de um ente querido, por exemplo. É bom explicar.

Depois da despedida, chegando no país estrangeiro, você morre mesmo. Pois o teu antigo “eu” deixa de existir. Falando por mim, o Felipe que deixei no Brasil morreu para todo o sempre. Por quê? É simples. Ao vir pra cá, senti que mudei e que estou mudando a cada dia. Não que eu tenha, repentinamente, me tornado alguém melhor ou superior. Nada disso. Vou tentar listar abaixo alguns processos já comprovados por mim que explicam melhor:

1. Perda das referências

Ao mudar para o exterior, você perde todas as suas referências. No Brasil, eu era filho do Givaldo e da Maria, enteado da Carla, trabalhava na empresa tal, no cargo tal, nascido na maior cidade do país, com familiares espalhados pelo Brasil inteiro, era amigo de siclano e beltrano e etc. No Canadá, ninguém me conhece ou conhece alguém da minha família ou amigo, eu não conheço ninguém, ninguém fala minha língua, eu não falo direito a língua daqui, ninguém conhece a empresa ou o segmento em que eu atuava no Brasil, pouquíssimos sequer conhecem o lugar de onde vim, ou seja, não tenho referência nenhuma aqui. Nenhum lugar em que me apoiar, vamos dizer. Você não perde só o chão, você perde as paredes, o teto, tudo.

2. Processo de “desipnose”

Dia desses assisti a uma entrevista do compositor Rodrigo Amarante, pelo qual tenho grande admiração. Atualmente, Rodrigo vive em Los Angeles, nos Estados Unidos. Falando sobre como é viver em um país estrangeiro, ele se refere ao processo de adaptação como uma “desipnose”. Mudando para o Canadá, entendi o que ele quis dizer. No Brasil, eu tinha uma rotina que, para mim, definia quem eu era. Acordava todo dia no mesmo horário para fazer todo dia o mesmo trabalho e nos tempos de folga, também fazia basicamente os mesmos programas. Ao sair completamente dessa rotina e perder totalmente as referências que mencionei no item anterior, só me restou... eu mesmo. Ou seja, o meu corpo é o mesmo, o sangue que corre nas minhas veias é o mesmo, meu cérebro é o mesmo, meu jeito de pensar é o mesmo, porém, agora eu tenho quase nada em que me apoiar, nas coisas que antes eu acreditava que definiam quem eu era. Assim, descubro que eu não sou o meu trabalho, nem a minha rotina, nem as pessoas com as quais convivo. Eu sou eu e nada além disso. Seja no Brasil, aqui ou na China. Com isso, você é obrigado a se conhecer melhor e a perceber que você é muito menos do que imaginava. Menos não no sentido de importância e sim de simplicidade. A forma como os estrangeiros te enxergam também é diferente de como te viam no Brasil e de como você mesmo se via e, na verdade, você aprende que ninguém está certo.

3. Exercício da Humildade

Ao viver em um país que não é o seu, você é obrigado a ser mais humilde. Começando pela dificuldade da língua. Se você for como eu, que não tenho o domínio pleno do inglês, certamente terá dificuldade no dia a dia. Em algumas situações eu apanho para pedir o prato que quero no restaurante, então como não vou ter dificuldade em conversar com um nativo? Ou seja, as tarefas simples da rotina se tornam grandes missões. É como voltar a ser criança e reprender a falar, ler e escrever. Além disso, tem a questão de você não ter mais nenhuma referência no novo lugar. No Brasil você era diretor de uma empresa, com um currículo de dar inveja, morava no lugar tal, frequentava lugares assim e assado. E agora? E no novo país? Independente de qual seja a sua situação, de uma coisa você pode ter certeza, você vai ser obrigado a RE-CO-ME-ÇAR. E para isso, sem a menor dúvida, precisará ser muito mais humilde.

Acredito que tenham outros pontos que façam você enxergar que o seu antigo eu deixou de existir ao se despedir de seu habitat natural. Aprender a andar na cidade, se acostumar com a cultura e os costumes locais, com o clima, a lidar com a distância da família e a dor de ficar ausente. Afinal, você é obrigado a acompanhar de longe os aniversários, as formaturas, os almoços de domingo, as festas, doenças, crescimento das crianças, eventos nos quais você sempre estava presente. Como não se tornar mais forte com isso? Como não aprender a lidar melhor com as despedidas? Ou você aprende ou coloca o orgulho de volta na mala e leva ele de volta com você ao seu país.

Com certeza, eu já morri um pouco com essa mudança. Sinto que já estou diferente, apesar do pouco tempo aqui. E vou morrer muito mais vezes, tenho certeza. Ao mesmo tempo, tendo a convicção de poder renascer no instante seguinte, em uma versão melhor do que a anterior. Sem dúvida, viver no exterior é uma experiência que indico a todo mundo. O mundo externo passará a ser visto de outra forma por você, e o teu infinito particular, como diz a Marisa Monte, também.

Morar longe é saber morrer muitas vezes para viver mais.

308 comentários:

  1. Eu nas minhas idas e vindas,já morri umas 5 vezes,eh eh...��

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    1. Eu também. Kkkkk! Mas a minha família e amigos só foram no meu velório e enterro na primeira vez. Depois eles cansaram. Preciso de mais um enterro.

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    2. Excelente comparação com a morte, Rodrigo. Quando mudei para o Canadá e tentava explicar para as pessoas como é essa experiência, eu dizia que era como um caso de morte e "reencarnação na mesma pessoa: explico. Era como se eu tivesse morrido, reencarnado BA mesma pessoa, porém, sem esquecer a vida passada, que na nova, tem importância limitada. E como uma criança, ate hoje aprendo coisas novas todos os dias! ☺

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    3. Rodrigo incrível mesmo esta comparação com a morte. Minha filha e minha neta tem foram fazer esta experiência e eu que fiquei no Brasil me senti de luto os sonhos que tinha com elas era como se elas tivessem morrido e voltavam no sonho e nos abraçavámos e conversávamos muito e nada .É um luto mesmo que ainda estou vivendo.

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    4. Rodrigo incrível mesmo esta comparação com a morte. Minha filha e minha neta tem foram fazer esta experiência e eu que fiquei no Brasil me senti de luto os sonhos que tinha com elas era como se elas tivessem morrido e voltavam no sonho e nos abraçavámos e conversávamos muito e nada .É um luto mesmo que ainda estou vivendo.

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    7. Excelente texto! Você foi brilhante em suas comparações. Eu me vi em suas descrições e, lembrei de quando me mudei para a Austrália a 15 anos. 'Desipnose', Recomeçar', 'Humildade', três grandes pilares neste processo de imigração. Tudo que você mencionou me fez relembrar deste processo, que às vezes chega a ser doloroso. 'Contatos do além, Skype', adorei esta passagem do seu artigo.
      E, o saldo positivo, que você descreve com muita sabedoria é o fato de se tornar uma pessoa melhor! Esta é a grande oportunidade que a mudança nos traz ao longo do tempo!
      Parabéns, Felipe! Continue a inspirar aqueles que saíram do Brasil, para iniciar suas vidas em outros países! Grande abraço. Eliane

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    8. Tive de excluir duas vezes, para editar duas palavras!

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    9. Rodrigo, poucas vezes vi uma pessoa se auto analisar, como se estivesse se olhando de fora do seu corpo... simplesmente perfurante. Faz a gente andar ao seu lado nas suas angústias administradas. Você sente tudo, mas quer continuar, sabe o que quer, sabe que muita barra ainda virá, mas consegue ver o futuro, e faz um diagnóstico perfeito do passado: o mundo exterior é o mesmo aqui, ali e acolá, tudo reside em como vou conduzir o meu eu. Você ficou sem chão, mas não sem direção,apenas, dia após o outro você vai conscientemente acomodando um sofrimento que não é culpa do lugar nem das pessoas, mas de como você se construiu até aquele instante. Ai é que entra o tal m conseguiu elaborar um manual de adaptação comum para qq um que passar pelo processo. Podem mudar as reações, mas os efeitos são os mesmos. Parabéns!

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    10. ....Minha filha, marido e filhas já estão por lá desde 2001. Eu vou todo ano, as vezes até 2 vezes no ano, só volto quando começa o frio. Eles sentiram o mesmo que você descreve, mas depois você vai conhecer brasileiros por lá, dominar o idioma, saber onde encontrar o que quiser e depois não vai nem querer volta, Boa sorte a vocês

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  2. Cara que show de relato estou louco por uma mudança em minha vida e você me fez ver as coisas de um outro ângulo!! Parabéns e muita sorte saúde e felicidade neste novo desafio da tua vida!!

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    1. Eu diria tudo isso mas de forma diferente. Com outra conotação.
      Já vivi duas vezes essa experiência.
      Eu diria que mudar radicalmente é NASCER DE NOVO.
      Em todo o resto concordo com o Felipe.
      Temos sempre que nos resignificar.
      Parabéns pelo belo texto.

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  3. Que belo texto ���������������� Adorei e concordo plenamente.

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  4. Olá Felipe, é o Neto (HDI), aqui.
    Seu puxa-saco-pai (grande Givaldo), fez seu texto chegar à mim.
    Muito bom, parabéns!
    Quando eu era jovem (SIM!, um dia já fui), aspirava essa experiência de viver no exterior.
    Quiseram os deuses que minha vida seguisse outro rumo.
    Quando a chance de fato surgiu já havia 'criado raízes' (casado, com filha).
    Espero que você se adote bem e rápido. E que subtraia de fato o melhor dessa experiência.
    In the meantime you may order your X Burgers.
    Abraços!

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  5. Adorei!! A realidade própriamente dita. Muito bom este ponto de vista...

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  6. Muito Legal seu texto Felipe, imagino que seja a primeira vez que de fato tenha saído do pais e foi morar em outro. Com o tempo fica mais fácil porem ser expatriado não é para todos! Faz quase dois anos que fui morar em Boston (EUA) pela mesma razão, minha esposa foi fazer um mestrado e eu fui junto. Para mim, foi a terceira vez que saio do Brasil para morar fora e a segunda vez que moro nos Estados Unidos mas para ela foi a primeira que de fato estava se despedindo de todos (estilo bota-fora como você falou) e posso dizer que ela sentiu muito mais do que eu.
    Tanto eu quanto ela ja falamos bem inglês mas muita coisa muda. umas para melhor outras para pior. Atualmente estou em Jakarta, Indonésia, pela proximas 3 semana. Outro idioma, outras religiões, outros costumes... Achar uma lavanderia vira uma missão maluca. Mas em 3 dias já sabia contar, falar coisas básicas e entender mais ou menos o que é sim e não. Nos ultimos 12 meses rodei por 9 paises, muitos como Japão, Thailandia e India onde simplesmente saber se o banheiro é feminino ou masculino na escrita deles é uma tarefa quase impossivel. Boa sorte aí no Canadá e cuidado pois al voltar para o Brasil, irá "morrer" novamente! ;)

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  7. Obrigada pelo relato. Estou de mudança para Toronto dia 18/01 meu bota fora será dia 14/01 e as declarações já começaram. Espero e sei que vou reviver muito bem nessa nova vida. Sorte para todos nós.

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    1. Renata boa sorte primeiramente , meu nome é Leticia e eu estou decidida a ir para Vancouver em 2019 não sei por onde começar a me preparar para essa viagem pretendo ir para morar trabalhar e estudar terminei a minha faculdade de administração em dezembro de 2016 sera que você pode contar um pouquinho de como você e preparou para essa viagem ? Desde já muito obrigada pela atenção.

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    2. Leticia Braga, eu estava de malas prontas pra Ottawa, mas nossos planos mudaram e estamos indo morar nos Estados Unidos. Mas eu tive a assessoria da empre HiBonjour. Elas orientam em tudo e fazem, inclusive, sua matrícula no melhor College, que vocês escolherao juntas. Procura essa empresa, que elas vão tirar todas as suas dúvidas. Qualquer coisa, pode me procurar inbox.

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  8. Muito bom, define exatamente como me sinto na minha vida de expatriado.
    Parabéns

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  9. Nossa! Embarco hoje para me mudar pros EUA e senti e refleti exatamente sobre as mesmas coisas que você escreveu.

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  10. Felipe, lI seu texto. Pra falar bem a verdade, eu achei bem pessimista sua visão das coisas. Pra mim, sinceramente, vc tá reclamando de barriga cheia. Eu tenho 48 anos larguei tido pra vir pra polônia e não sabia nada de polones. Com inglês vc se vira , pega , vai estudar tem curso na Internet. Inglec, é fácil. O alfabeto é igual. Polones conjuga verbo e palavras e tem 33 letras. Sai desse coma e acorda pra vida. Vc tá muito vivo, tá até reclamando... eu tô viva, pego com JESUS. Vai com ele que dá cereino mais, carpe diem... se precisar de uma amiga, tô aqui.

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    1. Moça vc interpretou errado o texto dele. Pelo contrario, ele está gostando de viver fora. Esse morrer que ele diz é na questao de deixar sua vida pra tras para recomeçar. Esta faltando interpretacao de texto ai querida.

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    2. Nossa, quanta ignorância!! Mora fora e parece que não evoluiu em nada!!!

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    3. Nossa, se seu Polones for igual sua interpretacao de texto, significa que vc nao aprendeu nada. Delete seu comentario e leia novamente!

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    4. Como se escreve "deleta que dá tempo!" em polonês?

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    5. Ieh, infelizmente, não consegui traduzir o texto pra polonês..... Talvez, assim, você pudesse dar a ele a interpretação correta.....
      Mas, tenta de novo! Pode ser que dessa forma vá...
      Leia com calma e tenta apreender o que está escrito (aliás, de forma bastante explicita, bem explicadinho).
      Se você conseguiu aprender polonês, tenho fé que você vai conseguir extrair a vida, muita vida, que o texto contém, e a grande experiência de viver fora, coisa que o autor nos passou com maestria.
      Vai lá. Respira e leia tudo de novo, com bastante calma.
      Ficamos, aqui, no aguardo das suas novas impressões.

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    6. ô povo "ríspido"!... e vocês, souberam interpretá-la? poderiam ser carinhosos como ela, ao menos?

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    7. Anónimo, acha que ela foi carinhosa??? Carinho pra você é o quê? Esse povo tem cada uma...
      Achei o texto ótimo, na dose certa e é exatamente como me sinto com 7 anos fora do Brasil. Parabéns!

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    8. Antes de comentar releia algumas vezes pra interpretar melhor, afff

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    9. Muitas pessoas saem do Brasil e acham que são as melhores do planeta.
      O texto é ótimo , e ele foi muito humilde nas colocações . Quanto à chorar de barriga cheia , enenhum momento ele transpareceu isso. Pior são esses que comem feijão e arrotam camarão.

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  11. Exatamente como me sinto vivendo na Europa. Deixei um lugar onde todos me conheciam, com um emprego bacana, titulos para ser au pair e exercitar a humildade todos os dias. Pq ser au pair é servir uma familia que nao é sua, que as vezes abusa da sua boa vontade. Mas em contrapartida, conheço novas culturas e paises. Vc acima de tudo se conhece mais. Faz 1 e meio que estou fora e nao voltei pra visitar. Tenho saudades, mas nao me sinto pronta pra voltar. Ainda tenho mt q aprender. Parabens pelo texto, perfeito e me identifiquei mt!

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  13. Demais esse texto! Parabéns, amei muito!
    Me preparando para essa "morte".

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  14. Parabéns pela reflexão, pelo texto, pela coragem... ouso humildemente adicionar... mesmo morando a vida toda no Brasil, sinceramente, confesso, não sei quantas vezes já morri, ou mesmo se continuamos vivos....vivos, sim....acho que sim pois somente desta forma pude compartilhar dessa experiencia com certeza maravilhosa....a sua....Muito Boa Sorte, Marco, Rib. Preto SP. Br.

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  15. É mesmo bem assim e com o tempo passei a dizer que estava trabalhando na minha identidade multicultural... Agora estou pensando que viver desapegado é meio que morrer... ou verdadeiramente viver, ou SER... amei seu texto... bom renasSER!

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  16. Adorei o texto, reflexo de tudo que vivemos por aqui. Moro em Vancouver a 09 meses e já morri muitas e muitas vezes. O grande segredo é aprender a reviver e se reinventar. Confesso que esta bem dificil por aqui....
    Parabens pelo texto! Bjos

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  17. Estou morando há quase 4 anos nos EUA. Acredite: você passará por diversas fases e irá morrer ainda mais em cada uma delas.
    No começo você sofre, se descobre, chora, ri... Vai chegar um momento em que você não suporta mais estar longe de quem você costumava ser, e nessa hora você sente que tem que tomar uma decisão.
    Eu tomei a decisão te continuar lutando pelos meus sonhos (meus novos sonhos porque, até estes já são diferentes daqueles de quando eu saí do Brasil). E hoje eu acho que virei uma pedra. Ainda não sei ser uma pedra é bom ou não, mas o tempo novamente dirá.

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  18. E para ninguém achar que somente acontece com quem sai do Brasil para morar no exterior, a mesma coisa acontece com as pessoas que vêm morar no Brasil. Adoro morar aqui mas perdi o chão, paredes e teto daquilo que era a minha vida anterior nos EUA. É um exercício de humildade mesmo pois até as pessoas daqui com experiência no exterior não entendem como é difícil mergulhar-se na realidade brasileira.

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    1. Eu acho ainda mais difícil morar fora e e voltar a morar no Brasil depois de anos, e como se você fosse imigrante da sua terra natal!

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    2. Amei o texto..... pela segunda vez decidi recomeçar..... morei no Japão por 3 anos, uma experiência fantástica, aprendi muito..... morri muitas vezes e morri pra muitas coisas..... mas aprendi tanto...... o meu eu antigo também morreu..... o melhor é a bagagem que trazemos...... pra mim o mais difícil foi a readaptação quando retornei..... a realidade no Brasil é bem diferente de como imaginamos quando estamos fora...... foi tão difícil que mais acabei indo embora, agora pra um país latino, sem intenções de retornar ao Brasil para viver.......
      o que tiro de tudo isso, é a nossa nova forma de ver a vida, os valores mudam, sua vida se transforma, passamos a valorizar aquilo que realmente Importa!
      Paz a Todos! ♡

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  19. Nossa! Que texto lindo! Eu apenas troquei de estado em 1982 (do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul) e já achei uma aventura! Tenho quatro filhos e hoje, três deles estão trabalhando no exterior (China, Alemanha e Irlanda). Boa sorte e sucesso para você e sua família!

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  20. Que bela narrativa. Após 4 morando em outro estado porém ainda no Brasil, posso dizer que seu texto me contempla. Perde-se o chão, teto e paredes, mas de que outro jeito se vê o horizonte? Um abraço,

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  21. Muito bom o texto! Faz a gente pensar de maneira mais profunda sobre a imigração.

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  22. Lindo....verdade fazem 15 e meio que eu morri....

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  23. Ótimo texto. Eu, que casei com estrangeiro, às vezes sinto que não só morri, mas também vendi a alma ao diabo. E ele fez questão de botar o anúncio: "Sob nova direção".

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    1. Janaína, ri de suas considerações reveladoras. Acho que se narrasse em detalhes teríamos uma história interessante pra ler.

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  24. Amei esse texto, é exatamente como me sinto.
    Muito bom!!

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  25. É sair de uma caixa e expandir....você nunca mais caberá na mesma caixa.

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  26. Oi Felipe, o seu relato e muito verdadeiro, eu particularmente acho maravilhoso renascer de forma que voce possa trilhar o seu proprio caminho, moldar o seu futuro, criar os seus filhos sem violencia e diferença socioeconômico. Os amigos vao surgir, grupos como se fossem familiares e com eles virao almocos de domingo, churrascos e cervejada (e isso mesmo ��, churrasco em temperatura abaixo de zero, vai ter só que remover a neve da churrasqueira), aniversário, casamentos, batizados, etc... Vim do Rio pra Calgary/Cochrane em 1999, e desde de então a comunidade brasileira aqui vem crescendo, hoje temos a associação (onde pode-se celebrar Ano Novo, também tem Festa Junina, Carnaval, feijoads e outros, com música ao vivo brasileira), também temos churrascarias (o Minas no Centro promove domingo com música ao vivo de vez em quando), tem uma loja de produtos brasileiros no Sul de Calgary (connecao brasil), também tem o unimart na Edmonton Trail perto do centro (e um mercado latino, mas pode achar farofa, Guarana, goiabada, maracujá, doce de leite etc...).
    Tem até manicure brasileira (aposto que sua esposa abriu o maior sorriso!) ��, a Priscilla Leitão (tá no meu contato do Face).
    Se quiser alguma outra dica pode me mandar uma mensagem no Face privado. O início e difícil, mas vocês não estão sozinhos e passa diria que daqui uns 2 anos já estarão se sentindo quase um Canadense! Boa Sorte! E a oportunidade de renascer fazendo suas próprias escolhas e um privilégio!

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    1. Legal, de apoio pois a ressurreição demora um pouquinho. Seja um bom guia. Obrigada, por passar essa dica a eles.

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  27. Espetacular o seu texto.

    Faz 7 anos que morri lá no Brasil e nasci aqui no Canadá. Hoje já posso dizer que voltei a hipnose, mas uma hipnose canadense, uma rotina diferente, que inclui comer poutine e fazer bonecos de neve. Mas esse processo de transformação é exatamente como você descreveu.

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  28. Interessante seu texto, faz o leitor refletir e avaliar os prós e contras que tem em morar fora.

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  29. Excelente texto... Pode dar continuidade no proximo como vc nasceu denovo. Estou em YYC tambem ha 1 ano com muitos desafios em comum. See u hey

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  30. Adoreiiiii é isso mesmo... ja vivi isso saindo da minha cidade, depois do meu estado e agora me preparo pra sair do meu País. abraço

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  31. Oi Felipe, me identifiquei. Muito bonito o texto. Parabéns. Sorte pra gente nesse eterno re-começar que é morar em outro País

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  32. Texto de quem tem pouca experiência de vida, e talvez nunca tenha morado fora da casa dos pais ou nunca tenha saído do país... mesmo que tenha, ninguém elabora um texto desses em 1 mês morando fora. Você precisa de vários meses pra sair da ZONA DE CONFORTO que tinha no seu país. Seu texto é extremamente depressivo, e a maioria das pessoas pode entender esse texto como 'ver de outro angulo', quando na verdade você está espalhando a sua depressão pós mudança desencorajando os outros. Moro em Los Angeles, já morei em diversos lugares no Brasil. Pra quem leu esse texto e achou a 7 maravilha do mundo, saiba que tem muita coisa errada aí... aproveitem o mundo, saibam que existe coisa bem melhor que o Brasil aí fora... não existe morte e nem recomeço, existe apenas adaptação... o ser humano é desbravador... se você não se enquadra nesse grupo, faz parte da massa de inúteis marionetes que nascem, crescem e morrem no mesmo lugar. Aproveite a era da informação pra entender que o ser humano hoje tem chances de ser muito mais do que seus pais ou avós foram. Evolução, acompanhe com a sua mente.

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    1. Concordo plenamente com seu parecer, Renan. Não sei como as pessoas podem se identificar tanto com esse texto depressivo. Além do mais, 1 mês é muito pouco para uma descrição do que é morar em outro país.

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    3. Um pouco de interpretação de texto não faz mal a ninguém... "morrer" está sendo usado como uma metáfora, como uma mudança de fases onde tudo é novo e diferente, onde adaptar-se se faz mais do que necessário. Morrer, nesse caso, é um recomeço. Não gostar do estilo do texto e tratá-lo como depressivo é uma opinião que todos têm, ninguém é obrigado a gostar disso ou daquilo. Porém, invalidar seu valor como relato de quem está recomeçando diariamente é desprezo, e nesse caso, má interpretação.

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    4. Não vi depressão no texto, nem reação depressiva, ele me parece em um processo de aceitação. Falar sobre o luto é normal quando se aceita a mudança repentina. Talvez o autor do comentário tenha se espelhado nos sentimentos que ele mesmo tem ao criticar de gorma tão sem noção

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    5. Renan, quanta grosseria da sua parte! O autor fez metáforas que você não foi capaz de compreender. Ele generosamente compartilhou seu relato feito com a alma aberta e se expôs de forma tão transparente que você visivelmente não consegue alcançar. Morar fora pelo visto não lhe trouxe evolução como Ser Humano porque você julga as pessoas de forma tão rude ("massa de inúteis marionetes que nascem, crescem e morrem no mesmo lugar") que só mostra o quanto você é carente de humildade e respeito ao próximo. Espero que na próxima vida você possa evoluir e se tornar uma criarura melhor.

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  33. Felipe,

    O texto mais verdadeiro que já li sobre morar longe da Pátria.
    Morremos e nascemos a cada experiência.
    Abraços

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  34. Achei ótima a comparação. E lamentável que 2 ou 3 não entendam ou se façam de desentendidos para lhe ofender!

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  35. Calgary...Ame-a ou deixe-a. Eu odiei, meu marido amou. Moramos aí por quase dois anos...

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  36. cara disse tudo..
    uma vez briguei com minha mae , que tinham ido em um aniversario e nao me mandaram NENHUMA FOTO por whats app , sabe o que ela falou? Ahhh vc ta bem esta feliz, esta em um lugar muito melhor agora.... eu respondi, lugar muito melhor? eiii nao morri!!!! mas agora lendo seu texto entendi melhor :D obrigado

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  37. Hey, legal o texto. No começo pensei que seria mais um relato chato sobre mudança de país e tal, mas vc conseguiu expressar o que eu sinto aqui. O ponto alto foi achar mais alguém com meu nome, hehehe.

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  38. Parabéns pelo texto! Concordo com muota coisa e me identifiquei em varios momentos. Realmente comprova a cada dia que a evolução depende apenas de nós, independente do que temos de material e o pais que estamos, o auto conhecimento e essa busca diaria é o que nos torna vivos e nos deixa proximos dos nossos valores e principios.

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  39. Boa reflexão. Estou em Calgary há um pouco mais de um ano transferido pela minha empresa. Você nailed Dow ( como dizem por aqui) quando fala em humildade. Para nós que tivemos acesso à estudo e participamos de uma minoria dominante no Brasil, pouquíssimas vezes temos a necessidade de exercer humildade. Aqui é toda hora. Estou em Calgary com minha esposa e meus dois filhos pequenos. Fique a vontade em entrar em contato se precisar de alguma dica ou para tomar uma. Acho que vc vai ter acesso ao meu e-mail com este comentário.

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  40. Eu já morri assim me mudando de cidade quando me casei...Imagine mudando de país. Mesmo no Brasil, dependendo da região que você vá, todas as suas referências se perdem, Pode ter certeza que até a comunicação fica difícil. Tem regiões quase com dialeto próprio... (hoje um pouco menos, pois a tv acabou unificando muita coisa, mas coisa de 35 anos atrás, sem internet,celular,até mesmo sem telefone fixo... vou contar uma coisa, morri mesmo!)

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  41. Foi o mesmo que notei, pouca experiencia de vida, mas o moço tá valendo, é apenas a experiencia dele, apenas dele, mas não a realidade, pois parece mesmo que nunca ficou mais de um ano longe da rotina e familia.
    Humildade requer e muita e com ela a paciencia numa mudança de país, mas isso só fortalece o ser humano, e nessse denominador comum, o moço já vai entendendo como é a coisa.
    Felicidade a todos!

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  42. Olá Felipe, entendo perfeitamente seu momento. Fiz essa decisão em 1995. Fui morrendo aos poucos e nascendo pra coisas novas. Morei em Boston 18 anos e na Flórida 2 anos. Tive dois filhos que tem 15 e 12 anos. Hoje, Janeiro de 2017 completam 10 meses que retornei de mudança para o Brasil. Descobri nesse tempo aqui que a pessoa que voltou é totalmente diferente da pessoa que foi. Um pedaço grande de mim ficou aí nos EUA. Ainda estou no momento de decidir se "morro" mais uma vez ou mantenho viva essa metade porque... Tenho pensado na volta... Decisão difícil... De qualquer maneira você está de parabéns por ter expressado tão bem alguns sentimentos que não tinham definição pra mim. Abraços e que Deus cuide e abençoe vocês aí!!

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  43. Sensacional Felipe !!! Você conseguiu por em palavras tudo o que sentimos na "vida real" quando moramos fora !!! Quem nunca viveu essa experiência acha que é um mar de rosas , que não existem sacrifícios , que temos super poderes até !! Quando me perguntam eu sempre aconselho : todo mundo devia mudar 1x na vida , seja de bairro , de cidade , de estado ... sair da nossa zona de conforto nos faz pessoas diferentes e melhores sim , mas.nao melhores do que outros e SIM melhores do que nós mesmos !!! Com esss olhar que Você está tendo em apenas 1 mês fora já demonstra que sua estadia fora tem tudo pra dar certo e muito provável que o bichinho dessa vida "forasteira" te picou dificilmente você se encaixará de novo no modelo de vida antigo !! Como disse uma amiga : uma vez você mora fora você não Será completamente feliz em lugar nenhum porque vai estar sempre sentindo falta de algo , de algum lugar, de alguém !! O que nos resta é aproveitar o melhor de todos os mundos de onde estivermos !' Viva como se estivesse de férias sem dia pra acabar !! Sucesso !!!
    Obs : minha experiência morri quando fui viver na Argentina (e no final foram os 2 melhores anos da minha vida até o momento ) , voltei ao Brasil é fui viver em Campinas (sou de SP ! Campinas é outro país acredite ! Tive muito
    Mais dificuldades pra adaptar lá do que fora ) e agora já 1 ano em St. Louis - MO ( morrendo e renascendo todos os dias e bem feliz )

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  44. Uau felipe. Fiquei surpreso com este relato. Pensei que eram apenas umas férias. Parabéns pela garra de toda família e tenha certeza que quando tudo terminar e vcs renascerem (brasil) a experiência terá sido incrível do outro lado da vida. Um forte abraço e força!

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  45. Felipe, que texto fantástico. Parabéns! Você conseguiu falar por uma galera. Mudar de país é realmente um renascimento. Continue nessa vibe e não perca essa animação que é o ponto primordial pra aprender mais. Estou há 1 ano e meio fora do Brasil e isso tudo que vc disse é muito real. Boa sorte nesse teu renascimento aí e que sejamos o melhor que o brasileiro tem pra compartilhar pro mundo. Abraço

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  46. Adorei. Felipe eu morri a mais ou menos o mesmo tempo que você. Me mudei para Nova Zelândia com filho, mala e cuia. Meu marido já estava aqui desde junho/2016. E morro a cada dia e me reinvento diariamente também. O Canadá tem muito em comum com a terra média...Te desejo leveza nessa nova fase. Se quiser acompanhar minha jornada por aqui, escrevo em www.mywellie.com Abraços!

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  47. Adorei o texto Felipe ! vc praticamente descreveu parte destes meus últimos 4 meses, tambem me mudei para O Canada / Vancouver ,minha percepção e sentimentos são bem semelhantes aos descritos no texto.PS: o encontrei através de um amigo comum no Facebook (compartilhei em minha timeline
    Grande ABS! e muito sucesso na nova caminhada.

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  48. Muito bom texto! Parabéns.
    O polonês é o típico comentário de brasileiro que romantiza o exterior. Nenhuma experiência de mudança é simples. Mas tem pessoas que adoram se enganar e florear suas experiências.

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  49. Eu nunca morei mais do que 1 ano fora do meu país (sou alemã). Mesmo assim eu não acho essa comparação muito certa. Me parece você nunca perdeu alguém que você amou mesmo morrendo porque eu sei muito bem que é completamente outra coisa que não tem comparação a essa situação de se mudar. Sei que você usou essa comparação pra falar do jeito como as pessoas se despediram de você. Mas se eles precisavam ver você ir embora para te falar o que sentem já pensou que talvez não é pelo fato de você ir embora mas pelo jeito deles de ser?
    Certo quando vamos embora para longe assim as pessoas sentem. Mas uma coisa que você ainda verá no futuro as realções com as pessoas que você deixou pra trás se mudam. A sua relação com sua esposa vai mudar.
    Meu conselho: parace que vai ser por tempo limitado que vai ficar lá. Então aproveite o tempo. Conhece outras pessoas e culturas. Não procure essa subcultura brasileira demais porque você vai voltar cedo suficiente para o Brasil e ter tudo isso de volta.
    E da próxima vez que você ficar sabendo que vai morar fora: começa a estudar a língua e cultura do país onde vai no mesmo dia e não deixe pra quando chegar lá.
    E mais uma coisa: um texto assim depois de 1 mes é simplesmente um reflexo da sua tristeza e saudade da terrinha, dos amigos, dos parentes.
    Boa sorte pra vocês aí no Canadá!

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  50. Felipe, existem caminhos sem volta e quando resolvemos por o pé na estrada vamos morrendo e renascendo rodos os dias. Já fiz isso, te garanto que vale a pena, mas é uma estrada solitária. Digo que é uma estrada sem volta pois o choque maior é o de voltar para casa e descobrir que não pertence mais aquele lugar. Passamos pertencer ao mundo, ficamos "meio" que sem patria ....
    Um pouco doloroso mas gratificante.
    Boa sorte !

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  51. Felipe, em primeiro lugar parabéns.. Colocar td isso pra fora não é fácil, estou fora do Brasil há 6 meses (na Nova Zelândia) e ainda choro todos os dias..Sinto falta de td.. Família, amigos..A vida que eu tinha..Vc conseguiu escrever exatamente como me sinto..Boa sorte pra vc e que sua adaptação não seja traumática...Vai levar um tempo ainda pra td ficar bem..Mas vai ficar... Excelente 2017 pra vc!

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  52. Oi Felipe! Já morei 1 ano nos EUA e consegui traduzir os sentimentos que você descreveu. É um vasto de emoções que nunca poderíamos imaginar. Como disse, a tecnologia facilita muito a etapa do 'pós-morte', mas quem é presente nos eventos sociais e compromissos cotidianos, sempre sentirá falta de estar em casa. Mas fique tranquilo que será uma experiência maravilhosa e você se surpreenderá de como terá uma perspectiva distintas de coisas que você considerava banal no Brasil. Principalmente, aprenda tudo que uma cultura nova reflete na sociedade que ela está inserida e tente contagiar seus amigos e parentes quando estiver no Brasil. Sucesso

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  53. Muito boa esta visão. Meu sonho morar fora, sonho que adiei muitas vezes e vejo cada vez mais longe, agora com 2 filhos. Sinto que morro ficando aqui.

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  54. O apego é fator negativo nas pessoas. Já fiz a aventura de cinquentão: ir morar com minha esposa (intercâmbio) em casa de família aprender inglês na Califórnia-EUA. Caramba!!!, põe aventura nisso! Aprendi muito; filtrei o que não era bom para mim e segui em frente. O lucro foi fantástico!. Vivi , viajei, me diverti, observei, estudei, como nunca com minha esposa. Repito: foi fantástico!
    Em tempo: não morri nem quando fui e nem quando voltei - aprendi a viver melhor. Oh, boy!

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    1. Era disso que eu tava falando! Só vendo, nossa que texto maravilhoso, blah!! Entendi que ele tinha um status aquei e achou ruim ser mais um simples latino na América do Norte! E pior, Canadá, depressão em forma de país! Oh Boy parte 2

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  55. Belíssimo texto, estou me preparando pra "morrer", o seu texto é uma ótima reflexão de tudo aquilo pelo o que terei de passar.

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  56. Texto maravilhoso, é bem assim que nos sentimos nesta situação, morri a 4 anos atrás, quando troquei Brasil pela Alemanha, mas como Fénix, estou voltando das cinzas e fazendo meu novo eu, acredito que em uma versão bem melhorada, mas não melhor que ninguém e sim melhor para mim mesmo... Obrigada Felipe ��

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  57. Este comentário foi removido pelo autor.

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  58. Excelente explanação de crescimento e conhecimentos.
    A maior morte, na minha opinião, será quando você voltar ao Brasil e perceber que sua família é seu maior bem, porém o seu país tem um população medíocre e estagnada.
    Será uma grande "morte".

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  59. Obrigada Felipe por compartilhar a sua experiência.Parabéns pela narrativa. Saudades são muitas como você relata, mas as mudanças são necessárias, renascer e aprender todos os dias, isso é muito bom, saído dessa nossa zona de conforto que temos por aqui.Abraço que Deus abençoe!

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  60. Aproveite a oportunidade para melhorar o seu interior, reflita sobre as coisas que realmente fazem sentido na vida.
    De mais valor ao seu país, as pessoas que aqui o cercavam.
    As mudanças, sejam elas quaisquer, acontecem por algum motivo e eu acredito que, pelo pouco tempo, você ainda não descobriu....mas acredite, você vai.
    é a hora de fundamentar a familia, as emoçoes, parceria e todo o tipo de vínculo construtivo.
    É hora de realmente VIVER.
    Boa sorte antes de tudo e muito sucesso.

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  61. Show.
    A primeira impressão, lendo apenas o titulo, parece estranho. Mas é isso mesmo.
    Você praticamente nasce novamente. Eu morei 5 anos na Europa fazem 7 anos que voltei para o Brasil.
    Mas estou querendo voltar e morar pra la definitivamente. Morar num lugar com vida digna para qualquer classe social.
    E pra voce conseguir ser feliz, você tem que ter foco.

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  62. Vai poder assistir ao rodeio aí e ver vários brasileiros em ação. Mas o maior rodeio é em Barretos.

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  63. Morei 14 anos fora do Brasil, e assim como vc, larguei minha carreira pra acompanhar o marido. Com o visto L2 muito pouco me era permitido fazer embora meu inglês já fosse muito bom. Costumava chamar "the stupid wife visa". O legal é que aos poucos esse estado de levitação vai dando lugar a uma nova pessoa com um caminho novo à frente. Os EUA passaram a ser minha nova casa e ao voltar em definitivo para o Brasil, sinto que lá também é meu espaço e me ajudou a moldar quem sou hoje!

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  64. Acho que não passei pela metade das coisas que vc passou. Achei um pouco too much qdo vc compara a mudança, a morrer. Não percebi a sua idade, mas qdo eu mudei, eu tinha 24 e esperava 1 ano para todo o meu processo ficar pronto. Isso a 7 anos atras. Planejei, e não digo que morri, digo que nasci de novo. Tudo era novo, amigos, casa, trabalho, escola, cidade e e aí por diante. Que triste que vc compara a sua mudança a morte, ao concordo com seu texto, mas vc está certo, eh sua opinião.

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    1. **nao concordo com seu texto (corrigindo o meu) lol

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  65. Hahahahahahahahahahaah MORRI com esse comentário.

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  66. Felipe, tudo bom? Eu adorei o texto e me identifiquei 100%. Morei nove meses em Toronto, voltei para o Brasil faz um mês, e, de fato, é uma morte do seu. No meu caso, depois dessa fase que vc cita vieram mtassss outras. Umas piores, outras melhores. Mas o fato é que é uma montanha russa de sentimentos. Voltei e to tentando me encaixar no eu que eu deixei aqui. Ta sendo meio dificil, mas mto bom ao msm tempo. Adorei ler seu texto nessa fase q eu estou. Bom ter pessoas q nos entende. Um abraço.

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  67. Vire homem, arrume um tabalho e deixe de mimimi ... Se ficar com frescura vai começar a atrapalhar o esquema da sua esposa e estragar a oportunidade dela. Ela claramente é a única que tem capacidade de viver fora e sabe o que está fazendo.

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  68. A Famosa fenix HAHAHAAH, tbm achei que comparar com a morte muito forte, mas mesmo assim, gostei bastante de ler essa sua experiência, até me senti mais motivo a seguir esse meu sonho que é ir para o canadá!!!! E Como você disse que calgary é bem country mesmo até parece ser um POUCO próximo do que é minha cidade aqui LOL. Vlw mesmo man!!!!

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  69. Nossos antepassados passaram por tudo isso quando migraram para o Brasil, a maioria na condição de escravos. Passaram por tudo isso para construir o nosso Brasil que conhecemos bem. Imigrar para um país que consideremos melhor, é uma tentativa de honrar nossos antepassados é projetarmos um bom futuro para nossos filhos..... É a vida, temos que vive-la plenamente, e termos a oportunidade de honrar nossos antepassados que buscavam o melhor é dignificar o futuro de nossos filhos, é uma oportunidade única.....O Felipe Pacheco está tendo a oportunidade de reescrever a vida de muitas gerações.

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  70. Felipe gostei de suas associações com o fato de morrer, não sei se voce tem acesso aos livros da doutrina espírita, se vc se interessar leia sobre a reencarnação e a vida no plano espiritual.
    Você vai ver que é praticamente a mesma coisa.
    É claro que é preciso analisar com a racionalidade e a logica.
    Luiz Augusto

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  71. Felipe, amei seu texto.
    Estamos prestes a "morrer" também! Já vendemos tudo e estamos no aguardo do visto L1/L2, para os EUA, que deve sair em um mês. Vamos "morrer" em familia! Meu marido, meus três filhos e eu. Estamos ansiosos pela nova vida, pelos novos desafios e pela imensa oportunidade de "nascermos de novo". Sei que nem tudo serão flores e a saudade vai bater, a insegurança vai aparecer, e os medos se agigantarão. Mas estamos prontos. Prontos pra "morrermos" e prontos pra revivermos!!!!! Que tudo dê certo pra vocês em Calgary! Por um triz não fomos viver em Ottawa.... Quis Deus nos levar a outras paragens....

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  72. (Nao sou imigrante mas pretendo ser). Deve ser dificil ficar longe da familia e amigos mas se seu sentimento é tão forte com a mudança de vida talvez isso não seja pra vc. Mudar de país é mudar a vida literalmente do zero e isso não pode ser novidade... você será alguém diferente pros outros, talvez a sí mesmo e sua importância também. A barreira da língua de alguma forma sempre vai existir pelo fator cultura, mas esperasse que ao ir pra um outro país já saiba pedir um prato de comida para o choque não ser tão grande. Se não realmente seu sofrimento será muito maior nesse quesito. Eu não acho nemhum pouco animador seu texto, pois expressa apenas tristeza e falta de preparo. Não deve ser fácil começar a vida do zero mas ninguém disse que ia ser né?

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  73. Olá, Felipe. Tbm tenho um blog de viagem. Hoje uma amiga me marcou no teu texto... Minha reação ao teu texto gerou outro. Segue o link caso queiras ver. http://diarioliricodeviagem.blogspot.de/2017/01/um-novo-pais-um-novo-personagem.html

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  74. Senti também quando me mudei para o Brejo da Jia. Morava na capital e me mudei definitivamente para o sertão. Troquei meu carro por uma carroça e tive que aprender a língua caipira. As despedidas foram também bem calientes. Muitos também não foram à rodoviária para não me entristecer...Diferente de alguns depoimentos aqui, não tive dificuldades para encontrar o banheiro lá, isso, porque a gente vai mesmo é no pé da cerca. Diferente, devo dizer que renasci! Parei com enlatados e hoje como só o que planto. Ando descalço pelos matos, pesco meu peixe e como ele bem fresquinho, com a cebolinha que colho no quintal. O leite de caixa foi substituído pelo da minha vaquinha que deu dois bezerros lindos! Parei de ouvir as baboseiras das músicas americanas e agora só escuto a sanfona, o triângulo e o zabumba dos meus compadres vizinhos. TV? Nem pensar! Cansei de ser manipulado. Internet? Tenho. Mas não me ligo! Nada de chuveiro. Me banho mesmo é de chuva ou no açude, dando uns cangapés com a minha mulher e os vizinhos. É terapêutico! Barulho? Só do mungido e chocalho das vacas. Detesto som de carros. Poluição zero! Shoppings zero! Frescura zero! E agora vou capinar. Com licença que vai chover! Próxima safra tem milho. Chegue aqui que lhe dou um suco de manga colhida do pé nesse instante! O vidão bão!!!

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  75. Wow, simplesmente sensacional.. tb estamos morando no Canada ha um mes e posso fazer das Tuas palavras as Minhas. Parabens

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  76. Nossa!!!! Chorei, sorri me identifiquei. É tudo isso morrendo cada dia. rsrsrs Parabéns

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  77. Texto maravilhoso e inteligente. Pena que algumas pessoas não entenderam a poesia do mesmo.

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  78. Texto absolutamente incrivel e verdadeiro! É isso!! Eu morri! E vou continuar morrendo varias vezes para viver mais e melhor ❤��obrigada pela deliciosa leitura e reflexao!!

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  79. Eu na idade de 18 anos sai do Brasil e fui trabalhar como operario no Japao. Chegando la fui para uma cidade grande ( Osaka) trabalhar numa empresa sem nenhum brasileiro ou ao menos um estrangeiro para se relacionar. Nao sabia nada do idioma japones e me comunicava somente atraves de mimica. Isto aconteceu no ano de 1992 onde nao existia skype, tv a cabo, internet, nada para se comunicar no pais de origem. Apenas o servico de correios onde escrever uma carta e receber a resposta levava no minimo 01 mes. Aguentei isso durante 03 anos sem ficar mal de saude, stress ou depressao. Foi uma licao de vida, de sobrevivencia. Pois estive em um pais que detestava, apenas com o intuito de guardar dinheiro para poder comprar uma casa e sair da ordem de despejo no aluguel.

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  80. Olá,
    todo sucesso do mundo aí! Não há nada melhor que renascer diariamente, eu senti muito isso em menores proporções quando saí da minha cidade natal para morar no Rio de Janeiro. E confesso que tenho essa vontade de fazer isso para o exterior ainda. Estou estudando e me preparando, pois não falo a língua. E irei morar 1 mês no Canada em Abril, para estudar. Vamos ver o que acho da experiência!
    Vou adorar acompanhar suas historias por aqui, adorei a forma como escreve!
    Beijos e sorte!! Que vc renasça sempre melhor e melhor!

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  81. "Ao mudar para o exterior, você perde todas as suas referências. No Brasil, eu era filho do Givaldo e da Maria, enteado da Carla"

    Sim, quando você se muda pro Canadá automaticamente você vira filho da TONHA.

    Cala essa boca, fera.

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  82. Eu nao morri quando vim pros USA, prefiro a palavra renasci. E se eu soube que seria assim teria vindo antes. O meu pai teve uma oferta de trabalho no Canada quando eu estava no colegial e a minha mae nao quis vir. Se viesse, teria ficado para o college e provavelmente meu pai teria melhores oportunidades de trabalho no Canada ou EUA pois o meu pai nunca explorou completamente o potencial dele no Brasil pq a sociedade brasileira nunca entendeu ele (eu sou a fotocopia dele no modo de pensar e nao tive sucesso profissional no Brasil!).

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  83. Prezado Felipe, comento mais por um desejo pessoal, do q pra te dar algum retorno, pois vc ja disse tudo, e muito bem dito... porém:
    eu é a segunda vez q saio do país, mas a primeira definitiva. Hoje vivo nos EUA já há dois anos. Abri empresa e toco meus negócios aqui, com família, gato, papagaio, mala cuia, e toda bagagem de vida q obtive em munha vida sempre viajando muito a trabalho e a passeio. Desisti completamente do Brasil pra viver, e hj só "tiro" de lá o q consigo sem esperar lor mais nada de volta (é radical eu sei, mas é papo pra outra conversa). Minha diferença, e que busquei minimizar ao máximo a proliferação da informação de que vinha embora. EUA é um caso a parte pra imigrar e não quiz contar com o ovo no c... da galinha, pra depois dizerem q eu era garganta... então poucas pessoas sabiam q eu viria; família (irmãos etc) não apoiaram; e poucos amigos sabiam, talvez só os verdadeiros. Por quê? Porque acredito q muitas destas declarações são mentirosas, frívolas e na verdade o q muitos sentem de verdade é inveja, ou até desejam teu fracasso. Então não fiz bota-fora com um monte de gente nem nada. Vim várias vezes pra organizar a vida, tratei de acertar vistos (legais e nos conformes) com tempo e processo, e no dia de nossa mudança, literalmente entramos eu, munha esposa, filho e gato, no avião e viemos embora!
    Obviamente que nos despedimos da família e pessoas próximas, estou generalizando e resumindo aqui.
    Mas na verdade comparo mais tua percepção com minha saída da cidade(Estado) natal quando casei do q minha mudança pra cá. Lá sim, naquele tempo houve despedidas etc...
    Então, até comentei uma resposta q te deram onde disseram:"cuidado, ao voltar pro Brasil, vais morrer novamente", e digo mais mais, -voltando, vais morrer e achar q foste pro inferno!- A decisão de sair seja por qual motivo for, vale a pena, te dará retorno, e como disseste:"skype", whatsapp, Face, Instagran, tweeter, blogs, fone, e os benditos aviões estão aí a nossa disposição.
    Seja feliz, cavalgue muito, compre bons casacos e pás de neve, e se achas q morreste (sou espírita) faça como os espíritos -esqueça a existência anterior, e siga progredindo - te foi dada outra oportunidade de crescer como indivíduo, aprender mais e buscar a felicidade plena... que não será aí no Canadá, pois não nos está disponível na Terra. Boa sorte!

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  84. Isso em um mês... Em 2 anos vc vai experimentar outro tipo de morte. Vai começar a morrer para alguns amigos... Até alguns familiares. Na sua primeira volta ao Brasil de férias todo mundo quer te encontrar, saber as novidades... Vc também quer ver as pessoas, contar suas experiências... Na segunda vez isso será mais ameno. Na terceira, poucos restarão. Com o tempo as pessoas se afastam e vc vai ser um amigo distante, que mora longe, que há muito tempo não aparece... Duro mas real. E necessário para separar o joio do trigo. ;)

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  85. Eu morri ha 34 anos atras, e voce realmente explicou certinho como foi minhamorte tambem na epoca, mas a reencarnacao quando retorna ou tenta retornar a sua vida anterior, talvez seja pior ainda. O choque cultural eh muito doloroso, boa sorte ai em sua nova vida.

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  86. Compreendo você perfeitamente, mas o melhor ainda está por vir.
    Nestes momentos iniciais quando é difícil se expressar pelos códigos de língua conhecidos, expressões de alívio ou de reforço de linguagem que usamos no Brasil, tais como chamar um amigo de panaca, Mané, etc...
    Em contrapartida a essa perda da espontaneidade no exprimir-se, você notará o nascimento seguro do teu novo eu quando começar a pensar na língua nativa, o inglês.
    Sucesso e sorte nesta nova empreitada.

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  87. Muito profundo o seu texto. Muito significativo e corajoso também, afinal de contas, quando a gente se expõe dessa maneira, acaba tendo que lidar com todos os tipos de opiniões. Parabéns pela sua coragem, parabéns por proporcionar a muitas pessoas que leram o seu texto a coragem de dar um passo ao desconhecido (por mais que se conheça um país através de livros, Internet, visitas esporádicas até; viver nele, conviver com a cultura e os costumes diferentes, clima, pressão de ter que dar o passo certo, etc.), isso sim é o real deal. Eu vivi um tempinho fora do Brasil (Itália maravilhosa...)e morro de saudade daquele tempo. Tudo que passei foi muito aprendizado que fez de mim uma pessoa diferente... Posso dizer, como você, que morri e renasci... Mas devido a uns problemas e principalmente a saúde frágil da minha mãe eu retornei. Agora vivo um luto particular (a morte da minha mãe bastante recente) e vivo também a crise política e financeira que estamos enfrentando. Mas, assim que me reerguer, assim que for possível, quero voltar a "morrer"... Vale a pena... Vale a pena se arriscar e enfrentar todos os prós e contras... Isso só faz de nós seres humanos mais vividos, mais "cascudos" kkk, mais prontos pra qualquer batalha da vida, seja no seu país ou em outro. Good luck, boa sorte, ou como se diz na Itália, "in bocca al lupo"!!!

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  88. Incrivel seu relato
    felicides e vida nova com os seud

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  89. Mudei pra NY tem quase 4 anos numa situação semelhante da sua. Todos os dias, Todos, passo por algum desafio que me faz lembrar quem eu era e quem eu sou agora. Não troco isso por nada. É uma viagem ao centro de você mesmo.

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  90. Parabéns. Excelente texto. Fala exatamente como muitos sentimos com o proceso de migrar.

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  91. Acho que é tudo isso mesmo que você falou. O tempo para esse sentimento invadir varia de pessoa pra pessoa, mas ele é implacável...O interessante é ouvir esse relato de um homem. Explico: normalmente são as mulheres que reclamam dessa "morte-com-requintes-de-crueldade" em uma expatriação, de perder as referências da rotina, o reconhecimento pelo trabalho etc e tals... E não é pura reclamação de quem chora com a barriga cheia. De acordo com uma pesquisa da consultoria Brookfield, de casa 10 transferências de famílias para o exterior, 8 são motivadas pela carreira do homem. Então, geralmente, é a mulher que acaba morrendo bem morrido no processo, que deixa muita coisa de lado em nome do sucesso de alguém, por isso seu relato me chamou a atenção!
    Eu morri, nasci de novo, morri, nasci de novo...e saiba que a dor do parto tende a diminuir a cada mudança...Hoje não sei se gostaria de mim se não tivesse aceitado embarcar nessa viagem...Obrigada por abrir seu coração. Sucesso na sua nova vida!!

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  92. Estou aqui em Kitchener- Ontario, Canada, e' inverno e esta fazendo -13C. Tudo bem com o frio pois pra todo lado tem aquecimento....
    Mas e' um eterno poe casaco, ceroulas....isso mesmo..., tira tudo outra vez, sem bota e casaco termico nem pensar em sair la' fora..., luva nem tanto, so colocar as maos dentro do bolso, pior entrar no carro gelado, ter que tirar toda a neve encima, e demora para o carro ficar quentinho la dentro...., mas eu nao gosto da neve, atrapalha muito a vida, o encanto do brasileiro pela neve linda, bonita, logo vai embora no segundo dia, pois incomoda muitissimo em tudo, para dirigir, andar e cuidado com o escorregao do gelo que se forma na calcada... mas tudo bem se nao esta ventando o vento faz tudo ficar horrivel, eu detesto quando esta ventando.
    Canada e' primeiro mundo as pessoas aqui sao bastante europeias e bastante britanicas....
    Outro dia estava olhando o celular na calcada e os carros parados esperando eu atravessar a rua... igualsinho no Brasil.... que a gente se nao cuidar morre atropelado.. Nos parques as mocas andam nas trilhas sozinhas completamente despreoucupadas, igual no Brasil... se nao cuidarem serao no minimo estrupadas.
    Outro dia veio o cara da cia de onibus aqui em casa para me levar para as linhas de onibus e me ensinar tudo a respeito.... igualsinho no Brasil..
    Nao entendo essa coisa de brasileiro dizer que Brasil e' o melhor pais do mundo para se viver, mentira pura, as diferencas sao gritantes.. outro dia a policia parou meu carro, senti a grande diferenca neste momento, me desejou Feliz Natal....
    No dia a dia a cada momento percebo as diferencas gritantes nos minimos detalhes, desde a coleta do lixo, organizacao em tudo, respeito, e tudo funciona direitinho, fora que tudo e' limpo,
    O frio e' intenso e eu detesto a neve...
    Os cachorros quase que nao latem sao comportados igual criancas, dentro do predio nao se ouve latido, musica alta e em seis meses so encontrei no elevador ou no corredor umas 3 pessoas...
    No Brasil o sambado em volume alto e' gritante, o respeito pelo alheio e' absoluto e qualquer coisa... e' so chamar o 911...
    Brasil nao da saudade alguma, la vivemos numa verdadeira selvageria infelizmente onde o respeito pelo alheio nao existe, basta comentar o que acontece nas filas e dentro dos metros...
    Saudades do Brasil? Nenhuma, pra que? Pra ser assaltado, morto ao atravessar as ruas, etc?
    As pessoas quando vao colocar as bikes na frente do onibus, jogam despreocupadas as mochilas no chao e com as pessoas passando ao lado... no Brasil nem da pra pensar em fazer isso.
    Quero dizer que no dia a dia percebemos que as diferencas sao gritantes, e infelizmente enquanto nossa cultura de samba, carnaval e futebol nao mudar, jamais seremos um pais de primeiro mundo, as casas aqui na beira dos parques nao tem cercas ou muros eletrificados, sao abertas para o passeio publico... TUDO ISSO IGUAL AO BRASIL....
    Moacir
    newlifeagain@bol.com.br

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  93. Sem dúvida, viver no exterior é uma experiência que indico a todo mundo. O mundo externo passará a ser visto de outra forma por você, e o teu infinito particular .....estou vivendo isso a 12 nos

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  94. Mais um comentario, aqui nao tem jeitinho, e' preto no branco, outro dia na fila do super abriram o caixa ao lado e corri para la, paguei o maior mico, me mandaram de volta e chamaram outra pessoa...
    Quando voce vier para o Canada finge que voce e' Canadense, esqueca o Brasil.
    Pra todo lado tem aulas gratuitas de Ingles, e na saida depois do habitual lanchinho, ainda te dao passes de onibus...
    Moacir Melo

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  95. Felipe, muito bom o seu texto. Agora descordo no sentido de que voce tenha esse sentimento mórbido ao sair do país. Acho que se realmente tem esse sentimento, deve voltar pra perto do que te faça viver novamente.

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  96. Excelente texto!!! Adorei! Meus filhos moram no exterior há 5 anos e sei que passaram por tudo isso! Riquíssimo aprendizado diário. Deixar de lado o orgulho e exercitar a humildade!!! Parabéns e muito sucesso para você!

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  97. Ótimo relato, Felipe! Não passei por essa experiência de morar em outro país, mas sinto que mudar-me para Brasília (guardadas as devidas proporções, é claro), uma cidade completamente atípica a quase de 1000 km das minhas raízes, foi um pouco assim... Tudo de bom na nova vida!

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  98. Muito legal este texto e sua experiência,moro no Brasil e passando pelo vale do desemprego,mas lhe digo que meu ânimo mudou ao ler este relato,não pelo fato de ir morar em um outro país(quem sabe um dia),mas sim pelo fato de voltar a vida,pois a situação que me encontro estava me fazendo morrer sem sair do país,e com todas as referências em minhas mãos...Valeu um grande Abraço,e muita força em sua jornada.

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  99. Felipe, sai para uma aventura de uns 2 anos e acabei morando 11 anos na Ásia, quando abri a janela do hotel no primeiro dia fiquei pensando, o que estou fazendo aqui? Perdi 33 kg em apenas 3 meses, tive ajuda de um amigo do Peru que me disse, se vc aguentar 3 meses, tudo ficará mais fácil e realmente foi isso que aconteceu, com o passar do tempo a adaptação será bem mais fácil e tenho certeza que em breve toda sua família irá estar muito feliz pela escolha, tenha força nos primeiros meses e logo estará vivendo novamente!!! Boa sorte!!!

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  100. ...eae felipe..espero que estejas mais adaptado...jádeve ter passado um tempo desde quando vc escreveu este texto.O que favoreçe avc um outro olhar sobre o que seja estar morto mas vivo em outra...dimensão!Mora na nova zelandia..evim para cá por conta de ter percebido a minha solidão a partir da vinda do meu filho para cá!Te digo..não tenhosaudades dobrasil..talvez tenha saudades de uma parte das minhas lembranças brasileiras... o novo me invadiu completamente...absorver absorver e abasorver!!esta é a nova ordem!! Para uma vida plena. heh..abraxxxx

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  101. Altamente pessoal. Você fez uma auto-descrição em um momento de sua vida.

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  102. Muito bom Felipe!!!! Vivi e estou vivendo esta mesma experiência com minha família (esposa e dois filhos). Desde agosto 2016 estamos morando na Itália, e em cada palavra sua fui me identificando, apesar de já ter vivido aqui por 05 anos no passado, mas senti tudo isso novamente. Abçs e FORZA!

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  103. Cara, eu não sei se concordo com o que você escreveu. De qualquer forma, o sentimento de "sair" muda de pessoa pra pessoa.

    Pra mim, dois pontos que definem seu sentimento estando aí, são esses:
    1) SUA ESPOSA que está liderando a mudança (em teoria, não era o que você queria - você apenas a está acompanhando)
    2) Você não fala bem inglês

    Eu saí do Brasil (Curitiba) há 2 anos. Me mudei para Wisconsin (a trabalho, com visto, tudo bonitinho). Se você acha Calgary uma cidade de interior, é porque nunca esteve no Wisconsin. Moro numa cidade de 11.000 habitantes. Pelo seu discurso de "maior cidade do Brasil", imagino que você morava em São Paulo. É sério que você está achando ruim morar numa cidade menor? Pra mim essa foi uma das mudanças mais positivas.

    No meu caso, eu liderei a mudança, pois fui eu quem foi convidado para uma vaga aqui. Minha esposa veio junto. Os primeiros 3 meses dela foram mais difíceis - pelos exatos dois pontos que eu listei ali em cima.

    Sobre a "morte" para família e amigos, pra mim fica claro que todos perceberam que você não estava 100% decidido a se mudar e se solidarizaram com você, assimilando isso como uma morte (mesmo que parcial). Meu "bota-fora" foi marcado por agendamentos de visitas e com 3 dias de Estados Unidos, já estava todo mundo me enchendo o saco para dar o novo número de celular e adicionar no Whatsapp. Ainda converso com 90% dos meus amigos (os de verdade - não colegas) diariamente e vários já foram me visitar.

    Minha família sofreu o maior baque, mas eles também entendem que eu fiz isso por um motivo bom e para uma mudança para melhor. Ainda me mandam fotos de todos os eventos aqui, mas eu não sinto pena de mim mesmo por não estar participando - pelo contrário: olho as fotos com saudosismo e felicidade por terem se lembrando de partilhar aquele momento comigo. Por sinal, faço as mesmas coisas com eles: churrascos, aniversários, encontros... eles recebem as fotos também e também gostam.

    Portanto, não, eu não concordo com você que é assim que acontece. Não é regra! Mas eu concordo com você que você está se sentindo assim. E digo mais: se não abrir o olho vai se sentir cada vez pior e não vai aproveitar absolutamente nada do que você está vivendo neste momento.

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  104. Algumas pessoas nasceram para criar asas outras para criar raizes. Ficar ou partir não importa, o que importa é se encontrar e nunca deixar de aprender, mudar e crescer.

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  105. Muito bom texto Felipe. Isso ainda eh primeira impressao. Voce vai sentir o senso de belonging aqui, depois de um tempo. ai sentir muita saudade de la sempre. Mas com o tempo vai pensar no Brasil so pra ferias e vc vai sentir que nao belong mais la. E como vi njo comentario anterior, vc chega la e sente que morre.. Boa sorte na terra do Chinook.

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  106. Passei pela experiência em 1990, bem antes de celulares, internet, Skype e Google Maps. Foi meu primeiro voo de avião, e já fui logo como imigrante, com inglês macarrônico e sem saber direito pra onde ia. Era a época em q pro americano, no Brasil se falava espanhol, Buenos Aires era a capital, e ligar pra casa custava $1.35/minuto (minimum wage era $4.25/hr). Eu só podia ligar pra casa aos domingos qdo era mais barato, e a família e os amigos mais chegados (eram muitos) se reuniam lá na hora marcada pra cada um deixar um abraço "ao vivo". Eu gravava a ligação na secretária eletrônica, e no domingo seguinte, tocava a fita cassette da gravação pra poder ouvir as vozes e as conversas da semana anterior novamente, já q não podia arcar com mais do q 2 ligações por mês. Uma carta levava 2-3 semanas pra ir e o mesmo tempo pra voltar. Esta era a época q meu avô recortava os artigos de jornal sobre o Fluminense, costurava com uma linha de máquina leve em ordem cronológica e os enviava pra mim. Quando chegavam, o Fla-Flu já havia ocorrido há 2 semanas e eu ainda tinha q esperar o fim de semana pra saber depois qual foi o placar. Passei 4 anos sem poder ir ao Brasil visitar pois fiquei ilegal (além do tempo do visto de turista), e a primeira vez q vi alguém familiar foi quando um amigo veio visitar 2 anos depois. Foi dureza. Já se foram 27 anos e ainda estou aqui. Muito do q o autor do texto descreve foi exatamente como pensei e senti. Sobre as reinvencoes diárias q ocorrem e os ajustes culturais e de perspectiva, elas foram muitas. Era católico, e agora não sou mais. Era orgulhoso, agora acho graça de orgulho. Era patriota, agora sou apátrida. Era de direita, agora sou anarquista progressista. Era monógamo, agora sou poliamorista. Era guitarrista, agora sou músico. Era jovem, agora sou um eterno garoto. Era curioso, agora sou um desprendido irresponsável e incurável. Se tivesse ficado na vida anterior, homogêneo e medíocre como papel de parede, com certeza não teria sido infeliz dentro da bolha cultural. Mas fiz das circunstâncias em q me achei a melhor vida dentro do possível. Há um preço enorme, q uma pessoa tão ligada à família não merece ter q pagar. Mas não se pode estar em todos os cantos do universo até a verdadeira morte chegar.

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  107. Excelente texto escrito com muita lucidez. Passei por etapas de adaptação diferente; fui estudante nos E.Unidos, 10 anos Depois voltei por 3 anos acompanhado meu marido em estudo e aproveitei para estudar a língua, e 3 anos após mudamos a trabalho. Ou seja tive oportunidade de vivenciar experiências distintas. Mesmo assim até você criar raizes levará um tempo e muito vai depender de como você ver o outro e de sua abertura para aprendizado, humildade e aceitação das diferenças. Acho o canadense muito paciente para conosco que trazemos muito de nossa cultura e sem perceber queremos impor. Vale a pena, acredite! A cabeça, os valores, o crescimento, o conhecimento pessoal, a tolerância e o anonimato só nos faz melhor. Boa sorte.

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  108. Meu Deus chorei lendo seu texto kkkk estou morrendo kkkk fazem 5 meses que mudei para a Carolina do Sul e ainda e tudo muito novo, o sofrimento de estar longe, a ausencia da vida que deixei la, o nada que sou aqui ainda. Ate meu nome aqui parece diferente pq so usam o primeiro e o ultimo, deixei te ter o meu nome de nascimento, quem eu era de verdade.
    Sei qie vou superar mas esta muito dificil aceitar essa morte e seguir nesse novo plano kkkk. Obrigada por mostrar que somos todos iguais.

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  109. Primeiro que estou embasbacada com a quantidade de pessoas que estão comentando nesse texto, me faz pensar como um textop bem escrito não precisa de um layout fantastico pra "viralizar", basta vir do coração.
    Enfim, eu me identifico em partes. Quando saí do Brasil a primeira vez em 2003, eu literalmente morri.
    Eu perdi contato com todos os meus amigos, e quando voltei, os poucos que restaram não queriam mais falar comigo porque cometi a infelicidade de não me despedir. Ficaram magoados, e acharam estranho eu procurá-los alguns anos depois, pensaram que era por interesse. Enfim.
    Morei fora do país durante 7 anos, toda minha fase de "jovem adulta" eu passei no México.
    Lá continuei sendo um nada, por 7 anos. Saí de lá sem conservar mais que conhecidos...
    Agora 7 anos depois do meu retorno, estou preparando os documentos para ir para o Japão, e estou esperançosa, pq pela primeira vez, lá tenho amigos que eu amo de verdade, que eu anseio em estar com eles. O idioma me assusta, mas nada que um pouco mais de esforço não compense.
    Não vejo a hora, e dessa vez, morrerei de vez, porque não pretendo voltar a menos que o futuro me diga o contrário.
    Enfim, boa sorte na nova jornada!

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  110. Prezado Felipe, parabens pelo texto, conseguiste transformar em palavras os meus sentimentos. Sou Porto Alegrense e estou residindo em Calgary desde Agosto de 2016.
    Elnora

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  111. Já morri varias vezes por este mundão de Meu Deus...
    .
    Mas ressuscito cada vez que estou na frente de um prato de arroz, feijão com caldo grosso e dois ovos fritos em cima.
    .
    Belo texto,
    em bela composição de vida.

    Parabéns...

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  112. Já morri varias vezes por este mundão de Meu Deus...
    .
    Mas ressuscito cada vez que estou na frente de um prato de arroz, feijão com caldo grosso e dois ovos fritos em cima.
    .
    Belo texto,
    em bela composição de vida.

    Parabéns...

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  113. Acho que esse relato se enquadra não só para quem sai do país, mas ao mudar apenas de estado, me sinto exatamente como você relatou. Vim para SP no final de 2015, sem praticamente nenhum conhecido aqui, estou só com o meu marido, mas sem nenhum grupo de amigos ou colegas, pois não consegui um trabalho ainda. Passo o maior perreio, psicologicamente falando, mais do que imaginei que sentiria, mas acho que é assim mesmo, né? Hoje estranho quando volto pra Salvador. Tudo que eu desgostava de lá parece que é mais intenso e incomoda mais. No mais, vamos vivendo e nos adaptando...

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  114. Concordo plenamente Felipe! Saí do Brasil e estou morando nos EUA ha 8 meses. Tenho vivido e refletido sobre isso todos os dias. Vim com marido e tres filhos e tem sido um renascer para todos nós. A cada dia algumas lagrimas, mas depois delas vem uma nova força para continuar a obter os beneficios desta grande oportunidade de nos tornarmos melhores. Apesar desta "morte" que se repete, a cada dia o "renascimento" é mais facil, mas evidente e sou muito grata por estar aqui saboreando esta minha vida (e da minha familia) mais intensa, mais minha, mais minha vida! Obrigada por compartilhar tuas reflexões. Conseguiste por em texto o que povoa meus pensamentos há meses e ainda nao pude fazê-lo. Tudo de bom para vocês ai no Canadá!

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  115. Que texto maravilhoso!!!! Coisa linda poder nascer e morrer em vida. Ir pra estudar tem até um toque da volta, pois acabando o curso, acaba o visto tb. Quem vai pra trabalhar legalmente tem mais fundo esse sentimento do desapego.E quando não havia Internet? Meu pai viveu isso qdo veio para o Brasil. Boa sorte pra vcs. Bj

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  116. Achei o seu texto sensacional, pois eu me identifiquei em muitos pontos. Sai do Brasil pela primeira vez em 2007, e com toda a certeza, acredito que hoje em dia eu fiz a escolha certa. Apesar da saudade dos familiares e amigos e a distância física que nos separa, creio que todo o esforço e sacrifício tenham valido a pena, pois foi focado com o pensamento em busca de um futuro melhor. Guardo eles no coração sempre.

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  117. Felipe
    Boa Tarde
    Sou de Senador Canedo - Goiás

    Vou dar-lhe uma dica para facilitar sua integração ai na cidade de :

    Endereço do Local

    9802 Rocky Ridge Rd NWCalgary AB T3G 5J7Canada
    http://migre.me/vS5lc

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  118. Já viajei muito, para diversos países e estou me preparando agora para uma vivência de um ano em Paris, fazendo pós-doutorado. Não posso prever com exatidão o que vou sentir, mas baseado no que sinto quando viajo, vai ser algo igual e diferente ao que você citou em seu texto. Igual no sentido de ser alguém sem amigos, emprego, referências etc. Diferente porque prá mim tudo isso é extremamente atraente. Hora de desenvolver novas habilidades sociais, emocionais, percepto motoras etc...:-)

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  119. Muito legal Felipe. Concordo 100%, e olha que hoje tem mídia social, que nos mantém em contato com amigos e familiares e notícias do Brasil 24/7. Eu já morri algumas vezes tb. Moro nos US há dois anos, morei aqui há 15 anos estudando, morei na Índia e Argentina. Mas é interessante como esse "descobrir" e se re-descobrir é desafiante pra mim. Amo isso, me adapto facilmente e confesso que não sinto falta do Brasil, mas apenas de pessoas de lá. Abraços e sucesso na sua adaptação e vida por aí. Moro pertinho do Canadá, em Buffalo,NY.

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  120. Que ótimo texto, Felipe! Eu trabalho muito com expatriados. Vou passar a indicar a leitura do seu texto, resume muito bem o que acontece com quem dá esse passo. Você ganhou mais uma leitora.

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  121. Muito interessante, mas de qualquer forma esse novo desafio se torna desafiador desde que seja seguro, sem colocar em risco a sua familia!!
    Parabéns!!

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  122. Fiz esta viagem fazem 41 anos... quando então quase não existiam brasileiros no exterior. Me sentia como se fosse um extra-terrestre. Excelente teu relato... o passado voltou atualizado... e sempre se repetindo. Boa sorte para você.

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  123. Eu prefiro renascer... mas o texto descreve muito bem o que significa sair da sua zona de conforto para viver em outros lugares, onde perde sua identidade e referencias! Em locais diferentes dentro seu pais, mesmo idioma e cultura, é um recomeço, mas em outros países é morrer e renascer.... diferente!!!

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  124. Eu "morrí" e sigo "morrendo" sempre quando vou ao Brasil Felipe. Moro fora há 14 anos.
    Más é assim mesmo: morrer, ficar dolorido (às vezes tanto que você pensa que "dessa vez" você não vai aguentar), seguir adiante, incubar, renascer, ficar feliz (muito também)...e viver a constante aprendizagem de ser feliz no caminho, porque as metas mudam, por mais que você não o deseje ou por mais que você as planeje.
    As metas e os planos mudam assim como, você bem disse, nós mudamos.

    Adorei seu texto e as comparações. Meus sinceros parabéns! Tem muita arte, e sei bem do que estou falando.
    Não deixe de escrever no seu blog. Há muitos desejosos aqui, inclusive eu, de ler mais das tuas inspirações.
    Um abraço desde o outro lado do Atlântico, Europa.

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  125. Boa Sorte nessa nova aventura que a vida te apresenta.

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  126. Não sei se são coincidências, mas vi teu texto completamente por acaso e estou com planos de passar uma boa temporada no Canadá, mais precisamente em Calgary. E tinha consciência de que minha decisão acarretaria em algo parecido como um renascimento, uma reconstrução, nos quais só os "materiais" que de fato são originalmente nossos serão usados. Tudo aquilo que foi sendo forçosamente agregado à nossa personalidade vai perdendo o sentido, e tudo o que de fato somos vem aflorando e nos definindo melhor como pessoas. Eu não tenho pretensões de ser melhor ou pior que esse ou aquele, mas certamente essa experiência vai me fazer diferente. O parâmetro sou eu mesmo.
    Teu texto me fez entender que esse renascimento ou reconstrução são bem maiores do que eu supunha. Fiquei ainda mais entusiasmado. Quem sabe eu fique de vez!

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  127. Fenomenal! A melhor descrição que já li sobre imigração! Gratidão :)

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    1. Obrigado, Adriana! Fico muito feliz por você ter lido e gostado. Vou continuar contando minha experiência pelo Facebook, acabei de abrir a página abaixo. Curte lá se quiser ir acompanhando. Abraço!

      https://www.facebook.com/FelipePachecoBlog/

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  128. Como eu anseio morrer esta morte... em Vancouver.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Legal, Bia! Dizem que Vancouver também é uma ótima cidade. Corra atrás que dará certo! Se gostou do texto, aproveite e curta minha página no Facebook. Acabei de inaugurar para continuar contando minha experiência por lá também. Abs.

      https://www.facebook.com/FelipePachecoBlog/

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  129. Exatamente como me senti e ainda me sinto. O que me aliviou foi conhecer alguns Brasileiros aqui em Calgary.
    Muito profundo e verdadeiro texto!
    Parabéns e vamos renascendo a cada dia!!

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    1. Que bom que se identificou, Cristiana! Vamos renascendo a cada dia sim, pode ter certeza. Se quiser, adiciona a página que acabei de abrir no Facebook para continuar contando minha experiência por lá também. Grande abraço.

      https://www.facebook.com/FelipePachecoBlog/

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  130. Felipe, parabéns pela narrativa do texto. Não achei as comparações absurdas, a analogia foi perfeita.

    Boa sorte em Calgary, seja feliz em sua nova vida! Um forte abraço.

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  131. Sua impressões sobre essa morte são perfeitas e exprimem exatamente como me senti, estudando por 3 anos no Japão e morando numa milha remota da Bahia (pois é, não e preciso ir muito longe).
    Confesso: sou apaixonada por essas mortes, movida por elas!
    Parabéns!

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  132. Com certeza a gente vira outra pessoa a cada dia quando se sai pra morar fora do Brasil. Sou outra pessoa, depois de 3 anos morando nos EUA. Coisas que eram importantes deixaram de ser, e outras ganharam uma importância que não tinham. E o interessante é que agora que estou planejando a minha volta ao Brasil (algo que quero muito) estou com a sensação de renascer, com planos e sonhos como se tivesse acabado de sair do colégio. São várias "mortes" e "renascimentos".

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  133. Tem pelo menos mais uma "morte" por aí: seu currículo morre. Ninguém nunca ouviu falar das universidades do Brasil, estão pouco se lixando que você tem formação pela universidade federal de blá-blá-blá, e toda sua experiência profissional anterior simplesmente morre. Ao menos comigo foi assim. Mais de um ano nos EUA e só agora consegui um emprego, bem inicial e que não exigia experiência alguma.

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  134. Parabens pelo texto... tb imigrei recentemente, e me vi em cada parágrafo...

    Tem uma coisa q eu tb percebi lendo seu texto... é que nós temos o costume de nos referir aos outros como: Os estrangeiros... só que no nosso caso, os estrangeiros somos nós! Louco isso né?

    Estamos tão acostumados com o pre-conceito (nao necessariamente pejorativo) de considerarmos pessoas de outras culturas como estrangeiros... que quando os estrangeiros somos nós, não percebemos isso e continuamos no mesmo hábito...

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  135. Parabens pelo texto, mas pra mim, a maior vantagem em que do Brasil é abandonar um país de muitos bandidos, de uma cultura podre, deixar de correr risco de morrer de fato por uma violência urbana que mata mais que guerras pelo mundo, um país governado por gente sem o mínimo de escrúpulo, ladrões da pior categoria. Hoje em dia eu não tenho coragem de tentar criar um filho morando no Rio de Janeiro! Aproveite sua vida aí, e não volte jamais! Esse país não merece absolutamente nenhum esforço mais, já perdemos a guerra. No máximo, visite as pessoas que ama bem eventualmente.

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  136. Apesar de achar seu texto bem escrito e expressivo , fico triste por vc.
    Mudar de país é renascer.
    É maravilhoso deixar todos valores que definem nosso ego, somente qdo perde estas roupas de cargo, família, e estória pessoal, vc descobre quem vc realmente é. Vc não e seu sobrenome, nem posição, vc é mto mais do que isto.
    Deixei um pouco de mim em cada um dis meus amigos e da minha familia , eu continuo viva na memória deles.
    Vivendo outra cultura , outra língua, descobri dimensões minhas que desconhecia.
    Aprendi amar pessoas das quais não compartilho cultura ou língua, as quais não sabem da onde venho , mas que também me amam , realmente num nivel PESSOAL. Não pelo que represento , mas pelo que sou.
    Moro na Austrália há 30 anos , claro não foi facil adaptação, mas cresci muito e valeu a pena me descobrir.
    Curta esta oportunidade. Felicidades

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  137. Eu morri e não sabia! Este texto está excelente e parabéns!Aproveito para salientar que certamente me tornei uma pessoa melhor e com outra bagagem. Não morri, mas cresci de novo de forma necessariamente diferente. Estou há 25 anos em Portugal e desejo não voltar a morrer no sentido contrário, só Deus assim o quiser. Nunca mais me esqueço o quanto um dos meus irmãos chorava agarrado a mim como se nunca mais me fosse ver. Realmente parecia que eu tinha morrido, mas não! Depois a mudança de identidade e do sentimento de pertença é um processo de reconstrução, que pode ser difícil, mas no meu caso valeu a pena. Posso olhar para trás e rever a mesma pessoa interior fazendo o que provavelmente faria no Brasil,mas no Exterior. A diferença é que mais viva do que no nunca! Desejo-lhe uma excelente adaptação e processo de integração.

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  138. Felipe,maravilha!! Nem fui ainda, só mês que vem,mas meu bota-fora interno me mostra que já tô morrendo! Rs

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  139. Texto denso, sensível e instigante! Uma abordagem humanista de um processo que muitos "glamourizam": morar no exterior. Parabéns!

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  140. Gostaria de ler um texto seu no retorno ao Brasil, o momento onde, se vc não cuidar o orgulho e a vaidade vem com muita força. Pessoas te bajulando só pq vc estava fora, como se estar fora do seu país fosse algo incrível sei lá... abraços!!

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  141. Este comentário foi removido pelo autor.

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  142. Prezado Felipe ...... Pare de "" MORRER aos POUCOS "" ....."" VOLTA "" e Vem Morar aqui no Rio de Janeiro para "" MORRER RÁPIDO !!! ""

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  143. Vc descreveu mt bem muitas situações....já experimentei e experimento diversas delas. PARABÉNS,seu resumo foi bem abrangente.Gostei

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  144. Excelente texto. Não é necessário mudar de país para ter essa experiência. Mudei de São Paulo para Belo Horizonte em 1970,com meus pais e irmão. As sensações são as mesmas.E ainda me olhavam como ET,pois saí do "sonho de vida" de todos para vir para BH. As comunicações eram precárias, pediamos ligação para a telefonista e esperavamos horas p completa-las. Depois da implantação do DDD ficou mais facil. Mudanças assim é reiventar-se e para pré adolescente, então. ..

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